Conto Infantil: O Patinho Feio

Para participar das histórias online, contos infantis e atividades lúdicas, clique aqui e reserve sua data. A bibliografica do conto infantil abaixo está ao final desta página. O Patinho Feio

 

A mamãe pata tinha escolhido um lugar ideal para fazer seu ninho: um cantinho perto do rio que contornava o velho castelo. Naquele lugar sossegado, a pata chocava pacientemente seus ovos.

Após a longa espera, os ovos se abriram um após o outro e surgiram lindos patinhos amarelos. Porém um dos ovos demorou a abrir, era um ovo grande, e a pata pensou que não o chocara o suficiente. Impaciente, deu umas bicadas e ele começou a se romper. No entanto, em vez de um patinho amarelinho saiu uma ave cinzenta e desajeitada. Para ter certeza de que o recém-nascido era um patinho, e não outra ave, a mãe-pata foi com ele até o rio e o obrigou a mergulhar junto com os outros. Quando viu que ele nadava com naturalidade, suspirou aliviada. Era só um patinho muito, muito feio. Tranquilizada, levou sua família para conhecer os outros animais. Todos parabenizaram a pata: a sua ninhada era realmente bonita, exceto um, o horroroso e desajeitado cinzento! Todos os bichos, inclusive os patinhos, ridicularizavam e perseguiam a criaturinha feia. A pata agora também sentia vergonha e não queria tê-lo em sua companhia. O pobre patinho crescia só, malcuidado e desprezado.

Um dia, desesperado, o patinho feio fugiu. Queria ficar longe de todos que o maltratavam. Caminhou, caminhou e chegou perto de um grande brejo, onde viviam alguns marrecos. Foi recebido com indiferença: ninguém ligou para ele. Mas não foi ridicularizado, isso já era o suficiente. Infelizmente, a fase tranqüila não durou muito. Numa certa madrugada ouviu vários disparos: tinham chegado os caçadores! Por um milagre, o patinho feio conseguiu se salvar. Depois disso o patinho também fugiu de lá. Novamente caminhou muito procurando um lugar onde não sofresse. Ao entardecer chegou a uma cabana,  ele conseguiu entrar sem ser notado. Lá dentro, se encolheu num cantinho e logo dormiu. Na cabana morava uma velha, em companhia de um gato e de uma galinha, que todos os dias botava o seu ovinho.

Na manhã seguinte, quando a dona da cabana viu o patinho dormindo no canto, ficou toda contente. — Talvez seja uma patinha. Se for, cedo ou tarde botará ovos, e eu poderei preparar cremes, pudins e tortas, pois terei mais ovos. Estou com muita sorte!

Histórias para dormir

É importante saber que contos ou histórias são excelentes para dormir, afinal possuem estruturas de fácil compreensão e são envolventes.

Todavia do ponto de vista infantil, trazem um amplo campo para o exercício e exploração da imaginação.

Sendo assim, contar  histórias infantis, é certamente uma atividade divertida para fazer com crianças.

De antemão, deixamos aqui no “Histórias online”, alguns contos infantis para curtir em família. Confira:

Mas o tempo passava, e nenhum ovo aparecia. A velha começou a perder a paciência e brava. Mais uma vez, o coitadinho preferiu deixar a segurança da cabana e se aventurar pelo mundo. Caminhou, caminhou e achou um lugar tranquilo perto de uma lagoa. Durante o verão as coisas correram bem. O patinho passava boa parte do tempo dentro da água e lá mesmo encontrava alimento suficiente. Mas chegou o outono, as folhas começaram a cair, formando um grande tapete amarelo. O céu se cobriu de nuvens e o vento esfriava cada vez mais. Sozinho e esfomeado, o patinho pensava, preocupado, no inverno que se aproximava.

Num final de tarde, viu surgir um bando de grandes e lindíssimas aves. Tinham as plumas alvas, as asas grandes e um longo pescoço, delicado e sinuoso: eram cisnes! Lançando estranhos sons, bateram as asas e levantaram vôo. O patinho ficou encantado olhando a revoada sumir no horizonte. Sentiu uma grande tristeza, como se tivesse perdido amigos muito queridos…lançou-se na lagoa e nadou durante longo tempo, não conseguia tirar o pensamento daquelas maravilhosas criaturas, graciosas e elegantes. Foi se sentindo mais feio, mais sozinho e mais infeliz do que nunca. Naquele ano, o inverno chegou cedo e foi muito rigoroso. O patinho feio precisava nadar ininterruptamente, para que a água não congelasse em volta de seu corpo. Um dia, exausto, permaneceu imóvel por muito tempo e suas patas ficaram presas no gelo. Na manhã seguinte, bem cedo, um camponês viu o pobre patinho, já meio morto de frio, quebrou o gelo, libertou o pobrezinho e levou-o para sua casa.

Lá o patinho foi alimentado e aquecido e logo deu sinais de vida, os filhos do camponês se animaram e seguravam o patinho, apertavam-no, esfregavam-no. Os meninos não tinham más intenções; mas o patinho, acostumado a ser maltratado e ofendido, se assustou e tentou fugir. Fuga atrapalhada! Caiu de cabeça num balde cheio de leite e, esperneando para sair, derrubou tudo. A mulher do camponês começou a gritar e o pobre patinho se assustou, acabou se enfiando no balde da manteiga, engordurando-se até os olhos e depois se enfiou num saco de farinha. A cozinha parecia um campo de batalha. Ainda cego pela farinnha, desajeitado conseguiu encontrar a porta e fugir.

Nos meses seguintes, o patinho viveu sozinho num lago, se abrigando como podia do gelo. Logo chegou a primavera. Lá no alto, voavam muitas aves. Um dia, observando-as, o patinho sentiu um inexplicável  desejo de voar. Abriu as asas, que tinham ficado grandes e robustas, e pairou no ar. Voou. Voou. Voou longamente, até que avistou um imenso jardim repleto de flores e de árvores; do meio das árvores saíram três aves brancas. O patinho reconheceu as lindas aves que já vira antes.

— Quero me aproximar dessas esplêndidas criaturas — murmurou.

Com um leve toque das asas, abaixou-se até o pequeno lago e pousou na água. Ao baixar sua cabeça, viu a própria imagem refletida na água, e seu coração entristecido deu um pulo. O que via não era a criatura desengonçada, cinzenta e sem graça. Enxergava as penas brancas, as grandes asas e um pescoço longo e sinuoso. Ele era um cisne! Um cisne, como as aves que tanto admirava.

— Bem-vindo entre nós! — disseram-lhe os três cisnes, curvando os pescoços, em sinal de saudação.

Aquele que num tempo distante tinha sido um patinho feio, humilhado, desprezado e atormentado se sentia agora tão feliz que se perguntava se não era um sonho! Nadava em companhia de outros, com o coração cheio de felicidade. Mais tarde, chegaram ao jardim três meninos, para dar comida aos cisnes. O menorzinho disse, surpreso:

— Tem um cisne novo! E é o mais belo de todos!

O patinho, ou melhor, o Cisne, jamais havia sido tão feliz!

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