Conto Infantil: O Príncipe Canário

A bibliografica do conto infantil abaixo está ao final desta página. O Príncipe Canário. Para participar das histórias online, contos infantis e atividades lúdicas, clique aqui e reserve sua data.

 

Era uma vez um rei que tinha uma linda filha, a mãe da menina havia morrido e o rei se casado com uma mulher cruel, que sentia muito ciúme da enteada.

A madrasta falou tão mal da menina ao rei que embora amasse muito a filha, acabou dando razão à rainha e decidiu expulsá-la de casa. Contudo, solicitou que a instalassem bem, pois não admitiria que fosse maltratada. A madrasta disse que cuidaria de tudo!E por fim mandou trancar a moça num castelo no meio do bosque. A moça recebeu um aposento bem montado, tinha de tudo, só não podia sair!

A princesa passava os dias tristemente debruçada na janela que dava para o bosque e só via as árvores, as nuvens e a trilha dos caçadores… até que um dia, passou por ali o filho de um rei, que caçava um javali, olhou para cima, viu a bela moça e sorriu para ela. A moça também viu o príncipe, vestido de amarelo e com polainas de caçador e também sorriu para ele. Ficaram assim por uma hora, olhando-se e rindo, e também fazendo gestos e reverências. Passaram então a se ver pela janela diariamente, até certo dia, apareceu uma bruxa que começou a zombar deles:

— Uah!Uah!Uah! Onde é que já se viu dois namorados que ficam tão distantes! — Disse a Bruxa.

— Se soubesse como fazer para alcançá-la… — disse o príncipe.

— Acho os dois simpáticos — disse a bruxa — e vou ajudá-los.

A Bruxa bateu à porta do castelo e deu às damas de companhia um velho livro dizendo que era um presente para a princesa, para que se distraísse lendo. As damas logo o levaram para a moça, que imediatamente o abriu e leu: “Este é um livro mágico. Se virar as páginas no sentido certo, o homem se transforma em pássaro, e se virar as páginas ao contrário, o pássaro se transforma de novo em homem”. A moça correu até a janela, pousou o livro no balcão e começou a virar as páginas às pressas, enquanto observava o jovem vestido de amarelo se transformavar em um canário. O canário voou até a janela e pousou na almofada do balcão. A princesa não via a hora de transformá-lo em um jovem como antes,  retomou o livro, folheou-o ao contrário e o canário se transformou novamente em homem, que rapidamente que se ajoelhou aos pés da princesa e disse:— Eu te amo!

Depois que declararam todo seu amor, lentamente, a princesa começou a virar as páginas do livro e o jovem se transformou outra vez em canário, pousou no balcão e desceu voando até um ramo baixo da árvore. Então, ela virou as páginas ao contrário, o canário voltou a ser príncipe e partiu.

Conto Infantil

É importante saber que o conto infantil é uma excelente atividade lúdica, afinal possuem estruturas de fácil compreensão e são envolventes.

Todavia do ponto de vista infantil, trazem um amplo campo para o exercício e exploração da imaginação.

Sendo assim, um conto infantil, é certamente uma atividade divertida para fazer com crianças.

 

E assim, todos os dias o livro era folheado para fazer o príncipe voar até a janela e folheado de novo para devolver-lhe forma humana. Os dois jovens nunca haviam sido tão felizes.

Um dia, a rainha foi visitar a enteada e para certificar-se de que tudo estava sob controle, entrou no quarto, abriu a janela, olhou para fora e viu o príncipe que se aproximava… “Se essa menina acha que pode bancar a sedutora na janela, vou lhe dar uma lição”,  assim que se viu sozinha, arrancou cinco alfinetes do penteado e os espetou na almofada que estava na janela, de modo que espetassem os braços da moça quando se debruçasse na janela e foi embora. Logo que a carruagem da rainha se afastou, a moça virou rapidamente as páginas do livro, o príncipe se transformou em canário, voou até a janela e se lançou como uma flecha na almofada. Imediatamente se ouviu um agudo trinado de dor. As penas amarelas se tingiam de sangue, pois o canário enfiara os alfinetes no peito. Bateu desesperadamente as asas até cair desmaiado no chão. Sem entender o que acontecera, a princesa virou depressa as folhas ao contrário, esperando que, se lhe devolvesse a forma humana, os ferimentos desaparecessem, porém, o príncipe ressurgiu, jorrando sangue por profundas feridas.

O príncepe rapidamente foi socorrido e conduzido a seu palácio, não dava sinais de recuperação, as feridas não cicatrizavam e continuavam a doer. O rei, seu pai, espalhou cartazes por todos os cantos, prometendo tesouros a quem soubesse como curar o jovem; mas ninguém se apresentava.

Entretanto, a princesa angustiada começou a cortar os lençóis em tiras finas e a amarrá-las de modo a fazer uma corda comprida, e assim, certa noite, escapou da altíssima torre. Saiu andando pela trilha dos caçadores e se escondeu na copa de uma arvore quando avistou quatro bruxas que vinham dos quatro cantos do mundo e haviam marcado encontro embaixo daquela árvore. Sem ser vista, a princesa espiava por uma fenda do tronco, vendo as quatro velhas com as velas nas mãos, que se faziam grandes festas e zombavam. Acenderam uma fogueira junto à árvore e se sentaram para se aquecer o jantar. Depois de comer bastante, começaram a contar umas às outras o que tinham visto de interessante pelo mundo, até que uma das bruxas comentou:

— Vi o rei daqui de perto que tem o filho doente e ninguém sabe a cura, porque só eu sei.

— E qual é? — perguntaram as outras bruxas.

— No aposento dele há um taco solto. Basta erguer o taco e se encontra uma ampola; na ampola há um líquido que fará desaparecer todas as feridas dele.

De dentro da árvore, a princesa estava para dar um grito de alegria. Quando já tinham dito tudo que tinham para dizer, as bruxas se despediram cada uma seguiu seu caminho.

A princesa pulou para fora da árvore e, ao amanhecer, se pôs a andar em direção à cidade. Na primeira loja de coisas usadas que encontrou, comprou uma velha roupa de médico e uns óculos. Assim, disfarçada, foi bater no palácio real. Vendo aquele doutorzinho mal-ajambrado, os serviçais não queriam deixá-lo entrar, mas o rei disse:

— De qualquer jeito não há de fazer mal a meu pobre filho, que pior do que está não pode ficar.

O falso médico pediu que o deixassem sozinho com o doente, quando chegou à cabeceira do amado, a princesa queria explodir em lágrimas e cobri-lo de beijos, mas se conteve, pois devia executar rapidamente as prescrições da bruxa. Pôs-se a andar de um lado para outro, até encontrar um taco solto, levantou-o e encontrou uma pequena ampola. Com esse líquido, pôs-se a esfregar as feridas do príncipe; bastava passar a mão em cima das feridas para desaparecessem.

Contente, chamou o rei, que viu o filho sem feridas, com o rosto corado, que dormia tranquilamente.

— Pegue o que quiser, doutor — disse o rei. — Todas as riquezas que possuo são para o senhor.

— Não quero dinheiro — disse o médico. —  Dê-me apenas a bandeira, o escudo e a jaqueta amarela do príncipe, aquela cheia de sangue. E tendo recebido os três objetos, foi embora.

Após três dias, o filho do rei saiu de novo para caçar. Passou perto do castelo, em meio ao bosque, mas nem levantou os olhos para a janela da princesa. Ela pegou o livro, folheou-o, e o príncipe, mesmo contrariado, foi obrigado a se transformar em canário. Voou até o aposento e a princesa o fez se transformar de novo em homem.

— Deixe-me ir embora — disse ele —, não lhe basta ter me ferido  me causado tanto sofrimento?

O príncipe perdera todo o amor pela moça, pensando que fosse ela a causadora de sua desgraça.

— Mas eu o salvei! Fui eu quem o curou!

— Não é verdade — disse o príncipe. — Fui salvo por um médico forasteiro, que não pediu outra recompensa além do meu escudo, da minha bandeira e da minha jaqueta ensanguentada!

— Eis o seu escudo, eis a sua bandeira e eis a sua jaqueta! — Disse a princesa — Era eu aquele médico!

Os alfinetes foram uma crueldade da minha madrasta! O príncipe, atordoado, olhou-a nos olhos por um momento. Caiu a seus pés, pedindo perdão e declarando toda sua gratidão e seu amor. Na mesma noite, disse ao pai que queria casar com a moça do castelo do bosque. E prepararam as núpcias, convidando todos os reis e as rainhas da região.

Veio também o rei, pai da princesa, sem saber de nada e se espantou ao ver que a noiva era sua filha.

— Por que não nos disse nada? —perguntou o rei.

—Porque — disse a noiva — não me considero mais filha de um homem que me deixou ser aprisionada por minha madrasta. — E apontou o dedo para a rainha.

O pai, ao ouvir todas as desgraças da filha, foi tomado de pena por ela e de desdém pela sua pérfida mulher. Nem esperou voltar para casa para mandar prendê-la. E, assim, o casamento foi celebrado com satisfação e alegria por todos, exceto pela madrasta.

Alfabetização : livro do aluno / Ana Rosa Abreu … [et al.] Brasília : FUNDESCOLA/SEFMEC, 2000. 3 v.: 128 p. n. 2. Conteúdo: v.1: Adivinhas, canções, cantigas, parlendas, poemas, quadrinhas e travalínguas; v.2: contos, fábula, lendas e mitos; v.3: textos informativos, textos instrucionais e biografias. 1. Alfabetização. 2. Ensino fundamental. 3. Escola pública. I. Abreu, Ana Rosa II. Aratangy, Claudia Rosenberg III. Mingues, Eliane IV. Dias, Marilia Costa V. Durante, Marta VI. Weisz, Telma VII. FUNDESCOLA VIII. MEC-SEF.

Para participar das histórias, contos infantis e atividades lúdicas, clique aqui e reserve sua data.