Conto Infantil: O Rouxinol do Imperador

A bibliografica do conto infantil abaixo está ao final desta página. O O Rouxinol do Imperador. Para participar das histórias online, contos infantis e atividades lúdicas, clique aqui e reserve sua data.

O palácio do imperador da China era uma das coisas mais bonitas que existiam no mundo, repleto de riquezas, era realmente uma maravilha! Havia também um lindo jardim e inúmeros lagos e rios. Para além do jardim, se estendia uma mata, e no interior dela vivia um rouxinol de canto único. De sua pequenina garganta saíam melodias lindas e emocionantes.

Turistas do mundo todo iam admirar o palácio do imperador chinês e ficavam maravilhados diante de tanta beleza…mas, quando ouviam o canto do rouxinol, todos admitiam que aquilo sim era a coisa mais bonita e rara do grande império. Entre os visitantes havia escritores que, ao retornar às suas pátrias, escreviam livros a respeito do prodigioso pássaro que vivia próximo ao palácio imperial. E dedicavam a ele os maiores elogios, muito mais do que à maravilhosa casa do imperador chinês. Um dia, um daqueles livros chegou às mãos do imperador. O soberano o leu e ficou, ao mesmo tempo, surpreso e enfurecido. Mandou logo chamar o primeiro ministro.

— Incrível! No bosque que faz divisa com os jardins imperiais vive um rouxinol cujo canto é incomparável, e eu o desconheço! Tive que ler um livro estrangeiro para aprender que a maior maravilha de meu país é um pássaro de voz de ouro, e não este meu soberbo palácio! Diga-me, por que não fui informado?

— Eu também ignorava o fato, meu senhor — respondeu o primeiro ministro. — Mas vou descobri-lo. — E que seja muito breve. Nesta noite mesmo o rouxinol deverá cantar somente para mim.

O primeiro ministro iniciou as buscas, interrogou a todos e ninguém sabia da existência de tal ave. Sem nada descobrir, voltou ao imperador.Mas o imperador exigia o pássaro! Ou naquela noite o rouxinol cantava para a corte, ou o primeiro ministro seria punido.

O pobre homem recomeçou a percorrer ruas e praças, perguntando a todos sobre o tal pássaro. Por fim, encontrou na cozinha imperial uma serviçal que comentou:

Conto Infantil

É importante saber que o conto infantil é uma excelente atividade lúdica, afinal possuem estruturas de fácil compreensão e são envolventes.

Todavia do ponto de vista infantil, trazem um amplo campo para o exercício e exploração da imaginação.

Sendo assim, um conto infantil, é certamente uma atividade divertida para fazer com crianças.

— O rouxinol… Conheço-o, sim. Às vezes, à noite, paro no bosque para ouvir seu canto maravilhoso.

— Poderia me ajudar a procurá-lo?

— Claro que sim, Excelência.

Imediatamente, ele mandou organizar uma busca. Estavam andando já há algum tempo, quando um serviçal parou em frente a uma árvore e mostrou uma ave minúscula, de plumas castanhas.

— Ali está, aquele é o rouxinol, o pássaro de canto comovente.

Ficaram desapontados com o aspecto modesto do rouxinol. Nem de longe sua aparência era comparável à beleza do palácio. Porém, quando escutaram sua voz, todos ficaram encantados. E convidaram-no para ir à corte. O rouxinol aceitou o convite. Foram feitos grandes preparativos para sua chegada: flores por toda parte, assoalhos encerados e brilhantes, e uma gaiola toda de ouro, no meio da sala do trono, para o pequeno e ilustre cantor. Sentado no trono, o imperador aguardava com impaciência o momento em que escutaria as maravilhosas melodias.

Assim que chegou, o rouxinol pousou sobre a gaiola e começou a cantar. Seu canto era tão comovente que o imperador chorou, emocionado. Terminado o concerto, ele disse para o rouxinol:

— Fique comigo para sempre e em troca, terá tudo que quiser!

— Majestade — respondeu o passarinho. — Enquanto eu cantava, vi lágrimas em seus olhos. Isto, para mim, é a recompensa maior. Estou pronto para abandonar a mata e alegrar sua vida com minha voz, sempre que quiser.

E assim, o rouxinol passou a viver na gaiola de ouro. Cantava frequentemente para seu amo, mas se sentia triste por estar preso.

Um dia, o imperador da China recebeu um presente de um amigo: um maravilhoso rouxinol mecânico, todo de ouro. Bastava girar uma pequena e o rouxinol mecânico cantava uma linda melodia. Porém, o rouxinol verdadeiro cantava com o coração e as duas vozes não combinavam, o imperador se aborreceu:

— Que o rouxinol mecânico cante sozinho! — ordenou.

Trinta vezes seguidas o brinquedo repetiu a mesma melodia sem mudar uma nota sequer. Até que o imperador disse que já era o bastante.

— E agora, que cante o rouxinol verdadeiro! — ordenou.

Mas o passarinho não foi encontrado. Aproveitandose do descuido geral, tinha conseguido escapar e  voado direção à mata, onde tinha liberdade. Mas o imperador não ficou triste, pois afinal estava satisfeito com o rouxinol mecânico.

O imperador, a cada dia que passava, ficava mais animado com aquele extraordinário brinquedo e a cada momento lhe dava corda. Certa noite, o delicado mecanismo se rompeu. O imperador mandou chamar um experiente relojoeiro, que consertou , mas avisou ao imperador que o mecanismo já estava bem gasto, e que o rouxinol mecânico só poderia cantar uma vez por ano, para evitar que quebrasse definitivamente. Passaram-se os anos, e um dia o imperador adoeceu gravemente e apesar de todo luxo, se sentia só. Em certo momento, já muito mal, o imperador sentiu que partiria.Então se virou para o rouxinol mecânico e sussurrou:

— Cante, suplico-lhe, quero escutar sua voz mais uma vez, antes de morrer.

Mas o rouxinol permaneceu calado. De repente, uma melodia muito doce ressoou nos aposentos. No parapeito da janela, estava o rouxinol verdadeiro. O passarinho soubera da morte inevitável do imperador e viera trazer-lhe seu consolo musical. A Morte também se pôs a escutar aquele doce canto e, quando o rouxinol se calou, pediu para que continuasse. A música se espalhou pelo amplo aposento e, a cada nota, o imperador se sentia melhor. Enquanto isso, dona Morte foi se afastando devagar.

— Repouse, agora, Majestade — disse com carinho o rouxinol. — Amanhã acordará curado.

E ficou ali, com seus gorjeios, entoando uma suave canção de ninar. No dia seguinte, ao despertar, o imperador se sentia bem e se levantou. O rouxinol ainda estava no parapeito da janela.

— Meu salvador! — disse-lhe o imperador. — Fui ingrato com você, ao preferir o rouxinol mecânico e peço-lhe que nunca mais me abandone.

— Não me peça isso — respondeu o rouxinol. — Vou ficar com muito gosto junto de Vossa Majestade, mas com a condição de não me prender mais na gaiola. Deixe-me livre e virei cantar sempre que quiser.

O imperador concordou e o rouxinol foi embora. Mais tarde, na hora em que os médicos e empregados entraram no aposento do doente, temendo encontrá-lo morto, viram-no em pé, alegre, feliz e bem disposto. E nunca souberam, nem sequer imaginaram, o motivo do milagre.

Alfabetização : livro do aluno / Ana Rosa Abreu … [et al.] Brasília : FUNDESCOLA/SEFMEC, 2000. 3 v.: 128 p. n. 2. Conteúdo: v.1: Adivinhas, canções, cantigas, parlendas, poemas, quadrinhas e travalínguas; v.2: contos, fábula, lendas e mitos; v.3: textos informativos, textos instrucionais e biografias. 1. Alfabetização. 2. Ensino fundamental. 3. Escola pública. I. Abreu, Ana Rosa II. Aratangy, Claudia Rosenberg III. Mingues, Eliane IV. Dias, Marilia Costa V. Durante, Marta VI. Weisz, Telma VII. FUNDESCOLA VIII. MEC-SEF.

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